Os vice-presidentes do CDS-PP Nuno Melo e Assunção Cristas afirmaram que hoje é o tempo de agradecer ao líder, Paulo Portas, a sua dedicação ao partido, remetendo para mais tarde o esclarecimento sobre eventuais candidaturas à sucessão.

"Aquilo que se justifica depois de 16 anos de uma liderança extraordinária, que deu ao CDS muitas vitórias, é uma homenagem justa", afirmou Nuno Melo aos jornalistas à chegada à sede nacional do partido, em Lisboa, onde decorre o Conselho Nacional centrista.


Nuno Melo, acompanhado por Pedro Mota Soares e Álvaro Castelo Branco, vincou que não falará da sua eventual candidatura à liderança: "Eu, de CDS hoje, só o doutor Paulo Portas", disse.

Minutos antes, Assunção Cristas chegava à sede centrista com o mesmo alinhamento de discurso, recusando ser hoje o tempo de esclarecer se avança com uma candidatura.

"Com certeza que não é este o tempo, há muito tempo para tudo o resto, hoje é o tempo do doutor Paulo Portas. Hoje é o tempo para lhes estarmos gratos, por essa dedicação extraordinária, em tempo e em qualidade, que ele dedicou ao CDS", afirmou.


A direção do CDS propôs hoje ao Conselho Nacional a marcação do 26.º Congresso para os dias 12 e 13 de março. A reunião magna dos centristas será eletiva da liderança, à qual Paulo Portas não se candidata.

A eleição dos 1200 delgados decorre no dia 20 de fevereiro e o prazo para a entrega de moções termina às 00:00 de 26 de fevereiro.

O também vice-presidente do partido João Almeida, que já se autoexcluiu da corrida à liderança, afirmou aos jornalistas que "está em aberto" uma disputa entre vários candidatos ou uma candidatura única.

"Uma candidatura se for única e agregadora poderá ter essa vantagem, de conseguir juntar todo o partido, se houver mais do que uma e permitir um diálogo que seja inclusivo, também será positivo", disse.


João Almeida salientou "a serenidade com que o partido está a preparar a sucessão de um líder que liderou o partido durante 16 dos últimos 18 anos", existindo atualmente uma nova "geração de quadros".

"Há hoje muita gente para pensar o partido do que propriamente uma sucessão. Não há uma discussão sobre nomes nomes, não há gente a querer pôr-se à frente de outros, há muita gente a discutir o partido, com serenidade surgirão as soluções", disse.


Sem nunca querer pronunciar os nomes de Nuno Melo e Assunção Cristas, João Almeida afirmou: "Estamos todos a falar das mesmas hipóteses. A naturalidade com que surgem as hipóteses, o facto de não haver contestações, o facto de não haver disputas entre de quem aparece como hipótese, é o melhor sinal de que este pode ser um grande Congresso".