O vice-presidente do CDS-PP Nuno Melo prometeu este sábado empenho "total e absoluto" para que Assunção Cristas tenha uma "liderança de sucesso, prolongada e duradoura" e disse que o seu maior contributo foi "a unidade do partido".

Da minha parte lhes garanto, para que não haja qualquer dúvida, o meu empenho será total e absoluto para que a Assunção Cristas tenha uma liderança de sucesso, prolongada e duradoura. O sucesso da Assunção são as vitórias do CDS e se tiver que não ter sucesso - e vai tiver sucesso - ter-me-á com ela a assumir todas as responsabilidades", afirmou Nuno Melo, perante o 26.º Congresso que decorre em Gondomar (Porto) até domingo.

Numa intervenção aplaudida de pé, na primeira ovação depois do discurso de despedida da liderança de Paulo Portas, Nuno Melo atirou também ao atual executivo do PS, que qualificou de "Governo de errata" e condenou o "cartaz alucinado" do BE com Jesus Cristo, que, sem consequência, ofendeu "a fé de milhões de portugueses".

Nuno Melo disse que não foi generoso quando decidiu não se candidatar à liderança dos centristas, tendo-se limitado "a ser objetivo, fazer uma avaliação e constatar um facto", de que Assunção Cristas está "em muito melhores condições para liderar o CDS" do que ele neste momento.

E quis dar ao CDS no momento em que o melhor de nós sai - ficando mas sai -, aquele que pode ser o meu maior contributo: a unidade do partido", declarou.

Nuno Melo dedicou parte substancial do seu discurso a atacar o executivo liderado por António Costa e apoiado pela maioria de esquerda no parlamento, considerando que "este Governo é um equívoco, este Governo é uma errata", porque "tem simplesmente um problema com a verdade" e choca de frente com ela.

Fosse este Governo capaz de redigir uma errata de si mesmo e concluiria o óbvio: no dia seguinte não estaria em funções. Escreveria ‘onde se lê Governo, deve ler-se oposição'", disse.

Melo criticou duramente a utilização da imagem de Jesus Cristo pelo Bloco de Esquerda (BE), recentemente, sobre o adoção de crianças por casais do mesmos sexo, considerando "esta extrema-esquerda é tão extraordinária que consegue num cartaz alucinado ofender a fé de milhões de portugueses e no dia seguinte continuar tudo rigorosamente na mesma".

Esse cartaz só pode ter sido concebido num daqueles acampamentos do BE onde se discute o autocultivo das drogas", afirmou e, enquanto católico, disse pedir respeito.