O candidato «número um» do CDS-PP na lista da Aliança Portugal, Nuno Melo, disse, esta terça-feira, estar demonstrado que esta candidatura não tem «medo do povo», no final de uma ação de campanha na baixa de Coimbra.

«Houve aí quem dissesse que tínhamos medo do povo. Eu acho que está à vista que não temos medo do povo", declarou Nuno Melo aos jornalistas.

Durante esta ação de campanha, Nuno Melo e o cabeça de lista da coligação PSD/CDS-PP às eleições europeias, Paulo Rangel, andaram a pé entre o Largo da Portagem e o Café Santa Cruz, numa altura em que havia pouco movimento nas ruas, distribuindo canetas, jornais de campanha e calendários dos jogos de Portugal no mundial de futebol do Brasil.

Os candidatos contactaram sobretudo com lojistas e encontraram reações diversas. Houve quem lhes desejasse «boa sorte», quem perguntasse quando eram as eleições, quem não se manifestasse e quem não afirmasse não gostar «de ninguém». Nuno Melo entrou em diálogo com um homem que protestou contra o corte da sua pensão e o acusou de estar «à procura de ir para o bom» - segundo o centrista, tratou-se «de uma conversa encomendada».

Perante as críticas deste homem ao Governo PSD/CDS-PP, Nuno Melo sugeriu: «O senhor acha, se calhar, que o Sócrates governava melhor, eu acho que o Sócrates arruinou o país». O homem respondeu-lhe: «Não arruinou, não. Aí é que é a vossa mentira. Você ouve-o ao domingo à noite? Lá está ele a dizer as verdades».

Em Coimbra, Nuno Melo recebeu alguns elogios de sociais-democratas. Um velho militante do PSD disse-lhe que gostava muito de o ouvir, e outro segredou-lhe: «Quando é que custa o seu passe para vir para o PSD?». O vice-presidente do CDS-PP recusou a transferência.

Nuno Melo, número quatro da lista da Aliança Portugal, benfiquista, tinha antes considerado que a coligação PSD/CDS-PP «é como Benfica e Porto unirem-se para ganhar o campeonato». Paulo Rangel, portista, discordou prontamente: «Não, não».