O vice-presidente do CDS-PP disse que António Costa, ao afirmar que não viabilizará o Orçamento de Estado para 2016, caso a coligação PSD/CDS-PP ganhe as eleições legislativas de outubro, mostra que o líder socialista “não constrói, destrói”.

Esta manhã, em entrevista à Antena 1, o secretário-geral do PS, António Costa, afirmou que não viabilizará o Orçamento de Estado para 2016 caso a coligação Portugal à Frente (PaF) ganhe as eleições legislativas de 04 de outubro.

"A última coisa que fazia sentido é o voto no PS, que é um voto de pessoas que querem mudar de política, servisse depois para manter esta política. É evidente que não viabilizaremos, nem há acordo possível entre o PS e a coligação de direita", disse António Costa.

Para Nuno Melo, a confissão de António Costa "mostra aquilo que rigorosamente é".

"O dr. António Costa não constrói, destrói. O dr. António Costa significa o eu, ou ninguém. O dr. António Costa não se coíbe de chantagear em cima de um ato eleitoral quem terá de escolher e votar, sabendo que a contrapartida é a paralisação de Portugal", considerou o vice-presidente do CDS-PP.


Nuno Melo discursava na Guarda, num almoço da coligação PaF que reuniu 1.300 pessoas, segundo a organização.

"Nós já sabíamos que o dr. António Costa seria, se tivesse essa possibilidade e não vai ter, um mau primeiro-ministro. Hoje ficou confirmado que será também um irresponsável na oposição. E é exatamente por isso, também por isso, que teremos que ter no dia 04 de outubro uma vitória inequívoca para que este país não possa ficar refém de alguém como o dr. António Costa na oposição", frisou.

Na sua intervenção, Nuno Melo desafiou o candidato socialista a explicar ao país onde vai cortar 1.020 milhões de euros das prestações "daqueles que são já os mais carenciados".

"Ontem [quinta-feira] durante o debate [com Passos Coelho], porventura o dr. António Costa não sabia, ou não quis explicar, mas 1.020 milhões de euros é um número preciso que indicia contas feitas. E, por isso, passaram 24 horas e o dr. António Costa vai mesmo ter de dizer, destas que são as prestações das pessoas mais desfavorecidas em Portugal, onde é que vai cortar 1.020 milhões de euros", disse Nuno Melo aos jornalistas, durante uma visita ao Instituto Politécnico da Guarda.

O dirigente também reagiu a declarações de António Costa, proferidas na quinta-feira, em Faro, onde disse que não ter chegado agora à política e que não veio "de atividades em empresas de objeto social obscuro".

Nuno Melo disse que "o dr. António Costa já fez dois debates com o dr. Pedro Passos Coelho e seria talvez uma afirmação de coragem ter a capacidade, podendo, de o dizer na cara e não o fez".

"Eu acho que isso também releva muito em relação a outras coisas e, portanto, por duas vezes o dr. António Costa teve a oportunidade de dizer isso na cara ao dr. Pedro Passos Coelho. Não o fez. Diz muito de si. E o que diz não é bom", concluiu.