O líder parlamentar do CDS-PP, Nuno Magalhães, defendeu esta segunda-feira que a criação de medidas legislativas de discriminação positiva para o interior não são suficientes para resolver os problemas com que se debate.

«Não acredito que medidas legislativas de discriminação positiva só por si resolvam os problemas do interior. Aliás, já foram muitas vezes tentadas, não só sem grande sucesso, como criando inclusivamente problemas de concorrência», alegou.

Numa visita às Caves do Espumante Terras do Demo-Adega Cooperativa do Távora, em Moimenta da Beira, Nuno Magalhães sublinhou a necessidade de se manter um discurso positivo, que faça com que o investimento no interior seja atrativo.

«Podemos optar por um discurso miserabilista, dizendo que o interior é bonito apenas para lá ir de visita e não reconhecendo o mérito de quem cá vive. Ou então, podemos valorizar as pessoas e mostrar os casos de sucesso, mostrar o quão elas foram capazes de se adaptar aos novos tempos e como vivem bem nestas zonas», referiu.

Apesar de não ser apologista da implementação de medidas de discriminação positiva, admite que num ou noutro isso possa vir a ser necessário.

Ao longo desta segunda-feira, vários elementos do grupo parlamentar do CDS-PP visitaram um conjunto de empresas de alguns concelhos do distrito de Viseu.

A jornada de «pedagogia direta» foi promovida pelo deputado do CDS-PP eleito pelo círculo de Viseu, Hélder Amaral, que quis mostrar ao seu grupo parlamentar as diferentes realidades do interior do país.

«Temos um dos melhores distritos: mais bonito, competitivo e com capacidade de se afirmar em termos nacionais. Por ventura não temos líderes com capacidade de ver isso», frisou Hélder Amaral.

O deputado centrista desafiou as pessoas «a abrir a janela e a ver o potencial que têm fora de portas».

«Se conseguirem fazer uma coisa boa com o que Deus nos deu, seremos uma terra fantástica de oportunidades. É preciso olhar com um pouco mais de atenção para o óbvio e a isso somarmos tecnologia e valor acrescentado para invertermos o ciclo», concluiu.