O vice-presidente do CDS-PP Nuno Magalhães reiterou esta terça-feira a defesa de um compromisso com o PS, afirmando que os centristas continuarão a trabalhar para que essa concertação possa ocorrer «numa futura oportunidade».

«Infelizmente, parece que essa cultura de compromisso não teve um passo positivo ontem [segunda-feira]. Em qualquer caso, estamos em crer, desejamos, e é para isso que vamos trabalhar, para que possamos numa futura oportunidade dar esse passo», afirmou Nuno Magalhães, aos jornalistas, no Parlamento.

O encontro de três horas entre o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e o secretário-geral do PS, António José Seguro, na segunda-feira, terminou com o líder do maior partido da oposição a afirmar que existe uma «divergência insanável» com o Governo sobre a estratégia orçamental para o país.

Nuno Magalhães considerou, por seu turno, que «tudo é sanável na vida e como na política».

«Em nome do interesse nacional, achamos essencial que esse diálogo se intensifique e que, independentemente de haver dias menos bons, uma cultura de compromisso é essencial porque isso serve o interesse dos portugueses», afirmou.

O vice-presidente e líder parlamentar centrista argumentou que esse compromisso «será inevitável» entre os «partidos que entendem que Portugal deve manter-se na União Europeia, deve manter-se na zona euro e deve cumprir com o tratado orçamental».

«Independentemente de como, de quando, da forma, é uma questão de atitude. Do ponto de vista da atitude, a vontade é essa, a de continuar todos os esforços para que haja compromisso em várias matérias prioritárias para o país, nomeadamente as infraestruturas prioritárias, a questão fiscal, redução do défice e da dívida, o cumprimento Tratado Orçamental, são questões essenciais que se põem a este, ao próximo e até ao outro Governo», sustentou.

Magalhães insistiu que o «CDS sempre disse que o compromisso era essencial para os sacrifícios que programa de resgate a que Portugal foi sujeito iria implicar».

«Valorizamos muito esse compromisso quer com os parceiros sociais, quer com as demais forças políticas, nomeadamente aqueles, como é o caso do PS, defende valores essenciais como é o caso da União Europeia, moeda única, a NATO, valores que são transversais aos chamados partidos do arco da governabilidade», sublinhou.