O CDS salientou esta terça-feira que Portugal registou em abril a maior queda na taxa de desemprego nos últimos 30 anos, sustentando que o país está perante uma trajetória consistente de descida.

Esta posição foi transmitida ao jornalistas pelo presidente do Grupo Parlamentar do CDS, Nuno Magalhães, depois de o boletim de abril do Eurostat indicar que a taxa de desemprego em Portugal registou neste mês a segunda maior descida homóloga da União Europeia, de 17,3 por cento para 14,6 por cento, apenas atrás da Hungria.

«O CDS considera que estes dados são significativos: Representam uma diminuição do desemprego consecutiva há 15 meses; do ponto de vista homólogo face a abril de 2013 verifica-se uma diminuição de 2,7 por cento, a maior desde 1984; e embora o desemprego se mantenha alto, em relação ao pico registado há dois anos e meio de 17,3 por cento, Portugal está agora com 14,6 por cento», apontou Nuno Magalhães.

Neste contexto, o líder do Grupo Parlamentar do CDS referiu que a trajetória «consistente de decréscimo» apresentada por Portugal não se verifica em países como Espanha e Grécia.

«O desemprego jovem, que continua a manter a nossa preocupação, também teve uma diminuição de 4,2 por cento. Mesmo na camada populacional mais afetada, também a mais qualificada, verifica-se uma redução significativa. Portanto, estamos perante dados que confirmam o que o Governo tem dito, que o país está a recuperar economicamente após um programa de assistência financeira duríssimo», declarou Nuno Magalhães.

Confrontado com a tese de que o desemprego desce porque em Portugal se regista um fenómeno de emigração, Nuno Magalhães discordou e identificou essa abordagem como sendo típica das forças da oposição. «Essa abordagem não tributa em nada o esforço de trabalhadores e de empresários», começou por reagir.

Nuno Magalhães observou depois que, na realidade, se registou no país um fenómeno de emigração. «Mas estamos a comparar fatores e variáveis idênticos. Esse fenómeno [de emigração] já existia há um ano atrás e provavelmente com uma maior significado, quando a taxa era de 17,2 por cento. O desemprego é o maior desafio do Governo, mas há uma descida do desemprego há 15 meses consecutivos, estando o país a convergir com a média da União Europeia e a divergir significativamente de Grécia e Espanha», acrescentou.