O líder parlamentar do CDS-PP afirmou que «talvez agora se perceba melhor» por que é que o CDS-PP sempre teve «uma postura» de evitar atos e declarações que prejudicassem os portugueses que vivem em Angola e as empresas exportadoras.

«Talvez agora se perceba melhor por que é que o CDS sempre teve uma postura de não dizer nada nem praticar qualquer ato que pudesse prejudicar os 150 mil portugueses que trabalham e vivem em Angola ou as 10 mil empresas que exportam para Angola», declarou Nuno Magalhães aos jornalistas no Parlamento.

«Sabemos e temos consciência de que se Portugal não ocupar um espaço privilegiado nas relações com Angola, outros estados estão à espera para o fazer», acrescentou.

Perante o anúncio da suspensão da parceria estratégica entre Portugal e Angola por parte do Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, Nuno Magalhães defendeu uma reconstrução das relações entre os dois países.

«Obviamente que fico preocupado. Creio que é preciso reconstruir a relação que era boa, e é boa, entre os dois estados», afirmou.

Nuno Magalhães escusou-se a comentar eventuais ligações entre a suspensão da parceria estratégica e o caso envolvendo o ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete.