O cabeça de lista do Partido Popular Monárquico (PPM) às europeias, Nuno Correia da Silva, considerou esta terça-feira o euro uma moeda «inimiga» das economias, «hipervalorizada» e «refém» da economia alemã, levando Portugal a perder competitividade.

«Portugal hoje não tem uma política monetária, não pode emitir moeda, não pode definir o valor da sua moeda e não pode usar o valor da sua moeda para ganhar competitividade internacional e tudo isto decorre de haver uma moeda única», afirmou o candidato numa ação de campanha no Mercado do Bolhão, no Porto.

Nuno Correia da Silva considerou que o euro deve ser aplicado nas suas desvantagens e vantagens porque, atualmente, esta moeda sacrifica todos os Estados da zona euro em benefício da Alemanha.

Entre floristas e peixeiras, o candidato do PPM, acompanhado pelo fadista Gonçalo da Câmara Pereira, lembrava que a Europa atual é «egoísta», transformando-se num «gigante burocrático».

O candidato do PPM disse que a ideia que deram do país, afirmando que os portugueses trabalham pouco, foi «injusta e muito cruel.»

«Somos o povo que mais horas trabalha por semana na Europa», realçou.

Acompanhado por uma comitiva de dez pessoas, Nuno Correia da Silva ia distribuindo panfletos e apelando ao voto no PPM, alegando ser o partido das alternativas.

«É muito importante que os portugueses acreditem, não desistam, não se resignem e votem», declarou.

Ouvindo queixas sobre o estado de degradação do Mercado do Bolhão, Nuno Correia da Silva ia reafirmando que o voto no PPM, a 25 de maio, era de «mudança e solução».

O cabeça de lista do PPM lembrou que defende a criação de um fundo para a reestruturação das dívidas das famílias e de uma pensão social europeia.

«É urgente criar uma Europa social e fiel aos seus fundadores», entendeu.