O PS considerou esta terça-feira que o Governo agora remodelado «nasce ferido» pela carta de demissão de Vítor Gaspar e pelas «considerações» de Paulo Portas. Limitando-se a mais um ajustamento entre os partidos da coligação PSD/CDS.

A posição foi transmitida à agência Lusa pelo líder parlamentar socialista, Carlos Zorrinho, para quem, na sequência da remodelação no executivo PSD/CDS, «o país esperou um mês por uma dança de cadeiras».

«Uma dança de cadeiras que em nada contribuirá para inverter a caminhada do país para o empobrecimento. Portugal precisava de uma remodelação de políticas e não de um novo ajustamento entre os partidos da coligação [PSD/CDS]», apontou Carlos Zorrinho.

Para o presidente do Grupo Parlamentar do PS, o Governo agora remodelado «nasce ferido pela carta de demissão de Vítor Gaspar, pelas considerações de Paulo Portas e pela insistência numa ministra das Finanças [Maria Luís Albuquerque] que perfilha a subjugação à ideia que o programa do Governo é o programa da troika».

«Nota-se também que este Governo espelha a queda de mais um mito com o qual o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, enganou os portugueses: O mito do Governo mínimo», acrescentou o presidente do Grupo Parlamentar do PS.

A tomada de posse tem lugar na quarta-feira, às 17:00.