O PCP afirmou esta terça-feira que a remodelação governamental é uma «operação de recauchutagem» de um executivo que está «morto e enterrado» e «não tem qualquer legitimidade» para «continuar uma política de afundamento e exploração» do país.

Em declarações à agência Lusa, o deputado comunista João Oliveira defendeu que «a única moção de confiança capaz de recuperar o país» passa pela dissolução da Assembleia da República e pela realização de eleições legislativas antecipadas.

«Esta é uma operação de recauchutagem de um Governo que procura legitimar o que já não tem legitimidade e que procura reanimar um Governo que está morto e enterrado», declarou.

Questionado sobre a escolha de Rui Machete para ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, o dirigente comunista considerou que «não é escolha que motive grande expectativa» e que «muito menos é uma escolha pacífica, considerando algumas nebulosas em torno da sua participação em processos como do BPN».

O deputado do PCP vincou que «ao fim de dois, com estas políticas», o país está «a afundar-se de dia para dia e os problemas estruturais a agravarem-se» e criticou «o patrocínio do Presidente da República» a esta remodelação, acusando-o de «não assumir as suas responsabilidades», disse à Lusa.

O Presidente da República aceitou esta terça a proposta do primeiro-ministro de nomeação de Paulo Portas para vice-primeiro-ministro e exoneração de ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, disse à Lusa fonte do gabinete do chefe do executivo.

Rui Machete, António Pires de Lima e Jorge Moreira da Silva vão ser os novos ministros de Estado e dos Negócios Estrangeiros, da Economia, e do Ambiente, respetivamente, adiantou a mesma fonte.

Estas nomeações propostas pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, foram hoje aceites pelo Presidente da República, estando esta informação divulgada na página da Presidência da República na Internet.

Já o ministro da Solidariedade e Segurança Social, Pedro Mota Soares, vai ser responsável pelo Emprego, até agora integrado no Ministério da Economia, enquanto a ministra Assunção Cristas perderá a tutela do Ambiente e do Ordenamento do Território

As mudanças referidas implicam, formalmente, a exoneração de Pedro Mota Soares e de Assunção Cristas dos atuais cargos e a subsequente tomada de posse como ministros da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, e da Agricultura e do Mar, respetivamente.

Os novos membros do executivo PSD/CDS-PP tomam posse na quarta-feira, às 17:00, no Palácio de Belém.