Um Ministério da Cultura “é sempre algo desejável”, defendeu esta terça-feira Maria de Belém, numa reação ao regresso do ministério no novo Governo liderado por Pedro Passos Coelho. 

“Eu acho que a elevação da cultura à categoria de ministério sublinha a importância que a estruturação de um povo na sua matriz cultural e na abertura ao mundo e ao cosmopolitismo têm”, assinalou a candidata presidencial, à margem da visita ao Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto (UPTEC).

Questionada sobre a criação do ministério da Cultura, Igualdade e Cidadania, que será tutelado por Teresa Morais, salientou ainda que “a cultura não pode ser uma coisa que fica sempre para trás”. Mais: “Nós sempre consideramos que a cultura é um dos deficits grandes que existe em Portugal”.

Sobre os nomes hoje anunciados para o governo liderado por Pedro Passos Coelho, Maria de Belém admitiu ainda não ter visto com detalhe “o elenco” e acrescentou: “Não me vou pronunciar sobre a composição de um governo que não conheço”.

“Tive a notícia que já terá sido indicado um governo que o senhor Presidente da República terá aceitado mas ainda nem tive tempo de me debruçar sobre o elenco, de ver o número de pastas que hoje em dia existem e foram propostas”, disse ainda, citada pela Lusa.

“Transfere-se agora a apreciação do governo e do programa do governo para o parlamento e aí é o parlamento que tem a última palavra”