O CDS-PP manifestou-se, esta sexta-feira, favorável à eliminação das notas de 500 euros em estudo pelo Banco Central Europeu e entregou no Parlamento um requerimento para saber qual a posição do Banco de Portugal sobre este tema.

De acordo com o requerimento cujo destinatário é o Banco de Portugal, "o Conselho do Banco Central Europeu, através do seu Presidente, Mario Draghi, confirmou que se encontra a estudar a possibilidade da eliminação progressiva da nota de 500 euros de circulação na Zona Euro".

O deputado do CDS-PP, Pedro Mota Soares, sublinhou à agência Lusa que "vários estudos mais recentes indicam que as notas de 500 euros hoje têm uma grande predominância em atividades que o Estado deve combater, como terrorismo, tráfico de armas, tráfico de drogas, corrupção".

"O CDS é favorável a esta eliminação mas queremos saber qual é que é a posição do Banco de Portugal no quadro do Banco Central Europeu numa discussão que está a acontecer agora e que nós esperamos que rapidamente leve à eliminação destas notas de forma a podermos controlar estes fenómenos ilícitos", concretizou.

De acordo com Pedro Mota Soares, "hoje há uma grande discussão no quadro do Banco Central Europeu para a eliminação das notas de 500 euros porque se provou que estas não servem para o cidadão comum".

Para além de questionarem qual a posição e para quando a decisão do Banco de Portugal sobre o tema, os deputados do CDS-PP querem saber, no caso de ser favorável à eliminação, para quando está prevista "que seja efetuada a retirada das notas de circulação".

Interrogado sobre se acredita numa resposta célere sobre este tema, o deputado centrista foi perentório: "este tema está neste momento a ser analisado no Banco Central Europeu e todos os bancos centrais têm que participar nessa decisão".

Para além de Mota Soares, assinam este requerimento os deputados Nuno Magalhães, Cecília Meireles, João Almeida e Telmo Correia.