Por: Hugo Beleza | 27- 1- 2012 21: 4
No dia 19 de Janeiro o Ministério da Educação publicou uma
nomeação que previa o pagamento de subsídios de Natal e de Férias. No mesmo dia,
rectificou o despacho com um aditamento, a explicar que esses pagamentos estariam suspensos durante «a vigência
do Programa de Assistência Económica e Financeira». Esta sexta-feira registou-se um caso semelhante na Secretaria de Estado
da Cultura, mas sem qualquer alínea semelhante à da correcção feita na semana passada.
A
nomeação, assinada por Francisco José Viegas, é de um técnico especialista na área do património, a quem será «atribuída
a remuneração correspondente à de adjunto do Gabinete» do secretário de Estado. Está prevista a sua actualização «em função
dos aumentos da função pública, incluído o abono para despesas de representação e subsídio de refeição». Mas, na alínea seguinte,
está previsto também que «o nomeado terá direito aos subsídios de férias e de Natal».
Contactado pela TVI24,
o gabinete de Francisco José Viegas garantiu que estes subsídios não serão pagos, uma vez que «a lei orçamental prevalece
sobre o despacho». Recorde-se que o Governo decidiu que estes cortes vigoram em 2012 e 2013.
«Nenhum dos cargos
desempenhados sob tutela da Cultura, incluindo o Gabinete, os organismos sob administração directa e indirecta do Estado e
as entidades empresariais do Estado receberá remunerações equivalente ao 13º e ao 14º mês enquanto estiver em vigor a disposição
constante da Lei Orçamental», foi esclarecido posteriormente numa nota enviada à redacção.
O mesmo comunicado salienta
que «os referidos subsídios encontram-se suspensos durante a vigência do Programa de Assistência Económica e Financeira, nos
termos do artigo 21º da Lei nº 64 b /2011 de 30 de Dezembro».
«Tal não implica que, para efeitos de despacho, não
sejam legalmente incluído o direito a essa remuneração, caso a disposição constante da lei deixe de vigorar no futuro», explica-se.
Na semana passada, o Ministério da Educação e da Ciência, depois de ter suscitado contestação com uma nomeação semelhante,
decidiu publicar um aditamento
a explicitar a suspensão do pagamento dos subsídios.
Questionado pela TVI24 sobre a ausência de uma alínea
no mesmo sentido no despacho desta sexta-feira, o gabinete do secretário de Estado da Cultura escusou-se a comentar a decisão
do Ministério da Educação.
Foi explicado apenas que na Cultura todas as nomeações estarão salvaguardadas em despacho
com a garantia do direito a subsídio de férias e de Natal - mesmo que não o recebam durante o período em que ele está suspenso
para a função pública.
Esta salvaguarda foi explicada como uma forma de assegurar que depois de 2013, os nomeados
possam auferir estes subsídios.
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