"Se alguma coisa acontecer, os nossos amigos aliados vão ajudar tal como nós fizemos no passado e tal como continuaremos a fazer. É por isso que o futuro de Portugal na NATO nunca pode estar em questão."

Aguiar-Branco considerou que Portugal deve ter um papel ativo na NATO (OTAN – Organização do Tratado do Atlântico Norte) e que esse objetivo deve estar "no topo das prioridades" políticas de "qualquer Governo", advertindo que não é o tempo para "experimentalismos políticos".

Questionado pelos jornalistas, após a sessão de abertura do Fórum, sobre se um Governo de maioria de esquerda poderia prejudicar a presença de Portugal na NATO, Aguiar-Branco disse que "o contributo de Portugal para a NATO deve ser indiscutível ainda mais num momento de grandes ameaças internacionais, complexas e muito exigentes".

A presença de Portugal na Organização do Tratado do Atlântico Norte "é uma linha divisória, estrutural, que não pode ser escamoteada" e, pelo contrário, "exige-se um reforço de eficiência, uma resposta mais pronta para esse tipo de ameaças".

"As ameaças estão aí, quer no flanco leste, quer no flanco sul (…) o chamado Estado Islâmico são situações reais. Essas situações exigem que não haja qualquer espécie de experimentalismo, pelo contrário."