A ex-presidente do PS e antiga ministra Maria de Belém declarou esta quarta-feira, em Lisboa, que a escolha de António Guterres para liderar as Nações Unidas, "foi uma vitória individual e uma vitória coletiva" do país.

Foi simultaneamente uma vitória individual e uma vitória coletiva, para o país, e para a diplomacia portuguesa", disse a antiga ministra da Saúde e da Igualdade em Governos liderados por António Guterres.

Acrescentou ainda, sobre o aval dado hoje pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas à candidatura de Guterres a secretário-geral da organização, que Portugal sai "muito reforçado por ter um candidato daquele nível, àquele lugar".

Fica muito bem preenchido com uma pessoa com as características de personalidade que tem António Guterres. Não podia ser melhor", rematou, em declarações aos jornalistas.

O antigo primeiro-ministro português foi hoje indicado como favorito para secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) pelo Conselho de Segurança à Assembleia-geral, que deverá aprovar o seu nome dentro de alguns dias.

O Conselho de Segurança anunciou hoje que o português é o “vencedor claro” da votação, recebendo 13 votos de encorajamento e duas abstenções, uma das quais de um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança com direito de veto.

O Conselho de Segurança deverá aprovar na quinta-feira uma resolução a indicar à Assembleia-Geral da ONU o nome de António Guterres, formalizando assim a eleição do sucessor de Ban Ki-moon.

O novo secretário-geral da organização substitui Ban Ki-Moon e entra em funções a 1 de janeiro de 2017.

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