Os principais partidos ultrapassaram o mínimo de candidatas nas suas listas exigido pela Lei da Paridade, tendo PS, PCP e BE listas totalmente paritárias, ao passo que PSD/CDS-PP cumprem com 37% dos lugares atribuídos a mulheres.

A Lei da Paridade obriga a assegurar a representação mínima de 33 por cento de cada um dos sexos, e foi aprovada em 2006, por iniciativa do PS com os votos a favor dos socialistas e do BE.

Segundo a lei, na ordenação das listas, não podem estar mais do que dois candidatos do mesmo sexo seguidos, escreve a Lusa.

De acordo com as listas publicadas no site do Tribunal Constitucional, entre os partidos atualmente representados no Parlamento Europeu, o BE é o único encabeçado por uma mulher, tendo também uma lista totalmente paritária, com 14 mulheres em 29, ou seja, 48% face aos 37,9 por cento apresentados em 2009.

O PS apresenta igualmente uma lista totalmente paritária, com 14 mulheres em 29 candidatos (48%), sendo que apresenta, no encadeamento da lista, a sequência um homem seguido de uma mulher.

Os socialistas aumentam o número de mulheres nas listas face às últimas eleições europeias em que apresentaram uma lista com 37,9 por cento de candidatas.

A CDU também ultrapassa o mínimo de 33% largamente, com uma lista totalmente paritária, com 14 mulheres em 29 candidatos (48%, menos do que os 53,3% de 2009).

Entre os partidos representados atualmente no Parlamento Europeu, a coligação Aliança Portugal (PSD/CDS-PP) apresenta menos presença de mulheres, cumprindo a lei com 37% das candidatas (11 em 29).

Nas últimas europeias estes partidos concorreram separados, tendo o PSD 43% de mulheres e o CDS-PP 46%.

Entre os partidos sem representação atualmente no Parlamento Europeu, dois não cumprem a lei - o PNR (com 32%) e o MPT (31%) - e há seis que apresentam listas totalmente paritárias: o recém-formado partido Livre, que apresenta uma lista com uma sequência de um homem e uma mulher, o PDA, igualmente com um encadeamento de um homem e uma mulher, o POUS, encabeçado por Carmelinda Pereira, o PPV (Portugal Pró-Vida), o recém-formado MAS e o PPM.

Os restantes cumprem a Lei da Paridade, ultrapassando o mínimo de 33,3%: PND, com 38%, PAN, com 36%, PCTP/MRPP, com 34% e PTP, com 34%.