O cabeça de lista do Partido da Terra (MPT) às eleições europeias afirmou esta terça-feira a necessidade de «denunciar as ilusões» que alguns partidos «vendem», ao defenderem a saída de Portugal do euro e da União Europeia.

«É preciso denunciar as ilusões que alguns partidos estão a vender de saída do euro e de saída da Europa. Isso era a maior tragédia para o povo português», afirmou esta terça-feira António Marinho e Pinto, depois de uma visita ao mercado de Benfica, em Lisboa.

O líder da lista do MPT às eleições de 25 de maio afirmou acreditar que a «Europa ultrapassará os seus problemas, que atualmente são graves, com mais Europa, com mais integração, com mais coesão interna».

Nesta ação eleitoral em Lisboa, o antigo bastonário da Ordem dos Advogados enumerou algumas medidas que já deviam ter sido tomadas aquando da criação da União Europeia e do euro, como a harmonização das políticas fiscais.

«Há empresas que operam e produzem os seus lucros em Portugal, mas vão pagar os impostos desses lucros a outros países da Europa, isto é uma traição nacional», resumiu o candidato que quer o fim do dumping fiscal e subscreveu as ideias do candidato do Partido Popular à Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, de um salário e um subsídio de desemprego mínimos.

Combater o «cancro das democracias», ou seja a corrupção, foi outro dos objetivos enunciados por Marinho e Pinto para quem são «necessárias vozes diferentes (na UE), comprometidas com o povo e não com as clientelas partidárias, que gravitam há décadas em torno dos partidos à procura de tachos».

Questionado sobre a organização de um Conselho de Ministros extraordinário no sábado, enquanto decorre a campanha eleitoral, o candidato considerou que o «Governo devia jogar com honestidade política».

«Estava cansada de o ver na televisão. Queria-o ver ao vivo e acho que fica mais favorecido», foi uma das muitas abordagens que Marinho e Pinto ouviu no mercado de Benfica, onde deu um segundo sentido à sigla MPT: «Marinho Pinto Terra».

Uma vendedora perguntou-lhe porque andava por ali e quando «tinha tido tacho tão bom» e o ex-bastonário respondeu: «estou aqui para combater os tachos».

O candidato garantiu ainda que «certos coelhos deviam voltar para os tachos que arranjaram enquanto ministros e alguns advogados para os seus grandes hipermercados de advocacia».