O cabeça de lista do Partido da Terra (MPT) às eleições europeias prometeu esta segunda-feira lutar para «reconstituir a Europa dos cidadãos», defendendo que «as populações do interior têm os mesmos direitos que as dos grandes centros urbanos».

«A Europa que nos prometeram não é esta Europa do dinheiro e dos interesses» e é para a «Europa dos cidadãos e dos povos, que quero reconstituir, que vou lutar no Parlamento Europeu», afirmou Marinho Pinto.

Como exemplo, o candidato do MPT referiu que o Comité das Regiões é um órgão da União Europeia (UE) «praticamente desconhecido em Portugal», mas que «vai passar a ser conhecido».

«As populações do interior de Portugal têm os mesmos direitos que as populações dos grandes centros urbanos e isto tem que ser metido, nem que seja à força, na cabeça dos dirigentes portugueses e europeus», disse.

Marinho Pinto falava aos jornalistas à margem da sessão solene das comemorações do Dia do Advogado, que decorreu no centenário Teatro Garcia de Resende, em Évora, onde foi homenageado com a Medalha de Honra da Ordem dos Advogados (OA).

Sublinhando tratar-se de «uma homenagem injusta», por se considerar «ainda demasiado novo», o antigo bastonário e agora candidato ao Parlamento Europeu pelo MPT mostrou-se «honrado e responsabilizado» com a distinção.

«Tenho ainda muito para dar à advocacia e à justiça portuguesa», disse, apontando a necessidade de «reformas profundas na justiça portuguesa» e não «o que têm andado a fazer», que «são meras cosméticas».

O cabeça de lista do MPT manifestou-se ainda preocupado com «os setores mais frágeis da população portuguesa», considerando que «é possível inverter esta política quase terrorista» contra funcionários públicos, reformados e aposentados.

«O que tem sido feito aos reformados, aposentados, funcionários públicos e trabalhadores por conta de outrem demonstra bem a natureza ideológica deste Governo e o que este pretende realizar na sociedade portuguesa», criticou.