A presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, manifestou esta quinta-feira a sua «profunda tristeza pela morte de Manoel de Oliveira» e destacou o caráter «sublime da sua arte» de realizador de cinema, que «libertava na sua infinita perfeição».

«Manoel de Oliveira deixa-nos o sublime da sua arte, uma arte que a todos nos libertava na sua infinita perfeição. Como se o cinema que criou, por todos reconhecido, fosse a memória da nossa própria transcendência e o exemplo para a projetarmos nas coisas que fazemos», refere Assunção Esteves, numa mensagem de condolências enviada à imprensa.

A presidente do parlamento lembra ainda a homenagem feita pela Assembleia da República a Oliveira, ligando a «sua arte à democracia e ao seu projeto emancipador».

A 19 de setembro de 2012, o parlamento homenageou Manoel de Oliveira, então com 103 anos, na abertura da sessão legislativa, numa homenagem que incluiu a projeção daquele que era então o mais recente filme do realizador, «O Gebo e a Sombra».

Na ocasião, Manoel de Oliveira deixou umas breves palavradas aos deputados: «Pelo tempo de crise que atravessamos, economizarei as minhas palavras para agradecer à Assembleia da República esta grande honra que me concedeu. Muito obrigado e viva o cinema!»

O realizador português Manoel de Oliveira morreu hoje aos 106 anos.

Manuel Cândido Pinto de Oliveira, nascido a 11 de dezembro de 1908, no Porto, era o mais velho realizador do mundo em atividade.

O último filme do cineasta foi a curta-metragem "O velho do Restelo", "uma reflexão sobre a Humanidade", estreada em dezembro passado, por ocasião do 106.º aniversário.