Almeida Santos foi um “príncipe da República” e podia ter sido seu Presidente, disse esta terça-feira Manuel Alegre ao chegar à Basílica da Estrela, em Lisboa, onde aquele histórico socialista está em câmara ardente.

Alegre recordou o ex-presidente honorário do PS, falecido na noite de segunda-feira, como “um homem de diálogo e unidade”, que foi “o principal legislador” no pós-25 de Abril e que “podia ter sido Presidente (da República), mas nunca quis”.

Classificou também Almeida Santos como “um grande português, da nossa democracia, da nossa República” e ainda “um homem com um grande coração, que sabia unir, um príncipe da República”.

Manuel Alegre declarou ainda que “está com uma grande mágoa, com saudade e de luto”, até porque Almeida Santos “era um dos (seus) melhores amigos”.

O antigo presidente da Assembleia da República e presidente honorário do PS morreu na segunda-feira em sua casa, em Oeiras, com 89 anos, pouco antes da meia-noite, depois de se ter sentido mal após o jantar.

O corpo de António Almeida Santos está desde as 17:00 de hoje, em câmara ardente na Basílica da Estrela, em Lisboa, e será cremado na quarta-feira no cemitério do Alto de São João, também em Lisboa, pelas 14:00.