O antigo primeiro-ministro António Guterres classificou esta terça-feira de “enorme perda” a morte de Almeida Santos, um “homem bom, inteligentíssimo”, que “estava sempre a ajudar”.

“É uma dor muito grande vê-lo partir”, admitiu o ex-alto comissário das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), à entrada para a Basílica da Estrela, em Lisboa, onde o corpo do ex-presidente da Assembleia da República se encontra em câmara ardente.

De acordo com a Lusa, António Guterres recordou Almeida Santos como “uma pessoa absolutamente extraordinária, como é difícil encontrar”, e definiu-o como “um amigo” sempre “pronto para ajudar”.

“Sempre foi um amigo para ajudar, sempre foi uma pessoa extraordinária. Ajudava toda a gente, os amigos e até alguns antigos inimigos, gente que o tinha perseguido em Moçambique e que ele, mais tarde, veio a ajudar aqui, quando foi ministro”, lembrou.

Almeida Santos morreu na segunda-feira à noite, com 89 anos, na sua residência, em Oeiras.

O presidente honorário do Partido Socialista sentiu-se mal após o jantar, e chegou a receber assistência médica em casa.

Almeida Santos, que completaria 90 anos a 15 de fevereiro, foi submetido por duas vezes a cirurgias cardiovasculares.

O corpo do ex-presidente do Parlamento encontra-se em câmara ardente, numa das capelas da Basílica da Estrela, em Lisboa.

O funeral realiza-se na quarta-feira à tarde, no cemitério do Alto de S. João, em Lisboa.