Por: Catarina Pereira | 9- 3- 2010 16: 43
ACTUALIZADA ÀS 20h23
José Eduardo Moniz garantiu, esta terça-feira, na Comissão de Ética, que António Costa
efectuou «fortes pressões» para impedir a transmissão de uma reportagem da jornalista da TVI Ana Leal.
«Houve fortes
pressões de António costa para que a TVI emendasse trabalho. [O administrador da Media Capital] Miguel Gil encontrou-se com
António Costa, numa atitude que eu considero de uma subserviência inadmissível», contou.
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O ex-ministro da Administração
Interna terá argumentado que a peça sobre o Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP), com
alegadas suspeitas de tráfico de influências, tinha várias incorrecções, baseando-se em documentos que forneceu a Miguel Gil.
Moniz
revelou que se encontrou com a jornalista, visualizou a reportagem e os documentos que Ana Leal também tinha em sua posse
e considerou que não existiam incorrecções.
«Decidi manter a reportagem e fazer ainda outro trabalho sobre o tema»,
afirmou.
PS não gostou
O deputado do PS Manuel Seabra lembrou que a questão entre António Costa
e a reportagem de Ana Leal passou a processo-crime «e o Ministério Público já deduziu a acusação, estando a aguardar julgamento».
Seabra
acusou Moniz de ter «alvos socialistas». «José Eduardo Moniz tem uma agenda política, que, se não é alinhada, é pelo menos
profundamente convergente com o CDS e o PSD», acusou.
Na resposta, o ex-director da TVI negou qualquer influência
partidária e frisou: «Eu cheguei a ter quase 30 processos contra mim na TVI e até hoje tive zero condenações.»
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