O secretário-geral do PS, António José Seguro, rejeitou esta quarta-feira «arranjinhos e jogos de poder» no pedido de antecipação das legislativas, recordando que o partido apresentou uma moção de censura ao Governo, estando «satisfeito» que outros se juntem ainda que «tardiamente».

Durante uma visita ao concelho de Valongo, Seguro foi questionado pelos jornalistas sobre a ideia defendida terça-feira pelo ex-presidente da Câmara do Porto Rui Rio e pelo autarca de Lisboa e candidato a líder do PS António Costa relativa à antecipação das eleições legislativas previstas para outubro do próximo ano, tendo Rui Rio apontado o 25 de Abril como dia possível para o ato eleitoral.

«Desde o momento que nós apresentámos uma moção de censura ao Governo que ficou para nós claro que deveria haver eleições antecipadas em Portugal. A questão fundamental não tem a ver com prazos constitucionais ou jogos de poder ou arranjinhos de poder, seja entre candidatos a primeiro-ministro ou candidatos a Presidente da República. A questão tem a ver com o país. Este Governo está a fazer mal ao país», declarou.

Interrogado sobre o facto de esta ser uma antecipação de calendário, o secretário-geral foi perentório: «Mas isso são arranjinhos e eu estou a falar dos problemas concretos dos portugueses».

«Desde que apresentámos a moção de censura que defendemos eleições antecipadas portanto fico satisfeito que outros se juntem a nós. Tardiamente, mas que se juntem a nós», sublinhou.

Seguro recordou que na história do PS não foram apresentadas muitas vezes moções de censura, reiterando que a decisão do partido surgiu porque «este Governo está a fazer mal ao país».

«O país precisa de mudar de política, de sair da política de empobrecimento para uma política de criação de riqueza e de emprego», sublinhou.