O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, sublinha a «banalização» da moção de censura que está hoje a ser discutida no Parlamento, a 6ª que o Governo enfrenta desde que chegou ao poder.

Mas afirmou que não deixa de ser um instrumento constitucional de maior gravidade. «É aí que assenta o único projeto credível de estabilidade e mudança».

«O PS não pode suportar um apelo explícito a saída do euro, que significaria a saída da União Europeia. Se o fizer será responsabilizado pelo país por uma incoerência política grave e irremediável. Não há retórica nem contorcionismos que permitam segundas leituras», sublinhou, acrescentando que a «solidariedade e responsabilidade têm de caminhar juntas».

O primeiro-ministro disse ainda que, relativamente ao PC, é «uma coerência para o desastre, a saída da Europa e a estatização forçada da economia».

«E não contam ou não deveriam contar as naturais diferenças entre PSD PS e CDS. O que nos une é mais forte do que o que nos separa», afirmou.

Para o primeiro-ministro, o pós-troika abre uma 2ª fase com «toda a prioridade» na intensificação da recuperação económica, recuperação de emprego e políticas sociais, marcada pela recuperação gradual dos rendimentos na função pública e dos pensionistas .

«A vontade é de seguir em frente e não de voltar para trás», concluiu.