PS expressou este sábado profundo pesar pela morte do ex-ministro Veiga Simão, que recordou como um ilustre professor e político a quem o país deve reformas notáveis no ensino público.

«José Veiga Simão foi um ilustre professor e político a quem o país deve reformas profundas e notáveis no ensino público», assinalou o PS, em comunicado enviado à Agência Lusa.

Expressando profundo pesar e sentidas condolências pelo falecimento do ex-governante, o Partido Socialista recordou ainda que, durante o regime democrático, Veiga Simão «desempenhou funções relevantes de governo, primeiro, em 1983, como ministro da Indústria e Economia e, em 1997, como ministro da Defesa».

Influenciou «fortemente» uma geração de decisores políticos

O ex-titular da pasta da Educação David Justino disse que o antigo ministro Veiga Simão influenciou «fortemente» uma geração de decisores políticos.

«O que [Veiga Simão] fez foi uma reforma incompleta, mas abriu caminhos e influenciou fortemente toda uma geração de decisores políticos», disse David Justino.

Numa declaração, em Coimbra, na abertura da II Convenção Nacional da Federação Nacional de Educação (FNE) e Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP), David Justino lembrou os tempos em que foi ministro, enaltecendo a disponibilidade e a ajuda prestada por Veiga Simão.

«Contei sempre com ele quando precisava de ajuda», recordou, frisando que utilizou «várias vezes» no desempenho de funções ministeriais a experiência e conhecimento de Veiga Simão.

Portugal «deve muito» a Veiga Simão

O reitor da Universidade de Évora, Carlos Braumann, considerou que Portugal «deve muito» ao antigo ministro Veiga Simão, que morreu aos 85 anos, sobretudo no que se refere à «ampliação e democratização do ensino superior».

«Foi uma personalidade ilustre da vida portuguesa, a quem o país muito deve particularmente no que se refere à ampliação e democratização do ensino superior», disse o reitor da universidade alentejana, cuja restauração resultou de uma decisão do antigo ministro da Educação Nacional, em 1973.

Lamentando a morte do antigo governante, Carlos Braumann destacou também o «importante papel» de Veiga Simão na ligação das universidades às empresas.