Portugal não será representado pelo chefe da diplomacia na cimeira lusófona de Maputo, mas «não vai perder por isso», afirmou à Lusa o secretário de Estado que substituirá Paulo Portas na reunião de quinta-feira.

Será o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Francisco Almeida Leite, a chefiar a delegação portuguesa à cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em representação do ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, que apresentou a demissão do Governo a 2 de julho, pedido que não foi aceite pelo primeiro-ministro, desencadeando uma crise política.

A «situação interna» e a «outra qualidade» de Paulo Portas ¿ a de ser também líder do CDS-PP, um dos partidos da coligação governamental ¿ justificam a delegação em Francisco Almeida Leite, que está convicto de que Portugal «não vai perder por isso».

Todos os outros Estados-membros da CPLP que estarão em Maputo ¿ Angola, Brasil, Cabo Verde, Moçambique, S. Tomé e Príncipe e Timor ¿ serão representados pelos chefes da diplomacia na XVIII Reunião Ordinária do Conselho de Ministros da CPLP, que se realizará no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano.

A Guiné-Bissau, oitavo membro da comunidade lusófona, governada por um executivo de transição desde o golpe de Estado de abril de 2012, não estará presente na cimeira, mas a situação no país será um dos principais temas na agenda, confirmou Francisco Almeida Leite.