morreu por falta de médicos ao fim de semana

é “incompreensível”

"Nós temos a consciência que o SNS foi exposto a uma restrição [financeira], como eu tenho referido, nalguns casos necessária, noutros excessiva. [Porém] parece-me totalmente inaceitável que se considere que tudo se deve aos cortes, como também me parece inaceitável que se diga que os cortes não tiveram nenhum tipo de efeito. (…) Sobre as mesmas opções pode haver escolhas diferentes. A não existência de uma equipa em prontidão é um exemplo paradigmático de que aqui os cortes resultaram num problema."




"Eu disse que considerava a situação incompreensível. Nós não podemos ter hospitais de fim de linha, que têm obrigação de assegurar uma resposta polivalente, a trabalhar em meio tempo, ou em tempo parcial. A situação é incompreensível. Dei indicações, em termos da partilha de recursos, porque se trata de uma área muito sensível, onde as competências são escassas – não temos muitos especialistas habilitados a este tipo de intervenção – para que de imediato a estrutura de Lisboa e Vale do Tejo que tinham capacidade técnica de responder se organizassem e assegurassem o que é devido aos portugueses, que é uma garantia de prontidão."


"A decisão do clínico, do médico, que à cabeça do doente tem de [a] tomar é a que importa. Eu confio na decisão dos médicos, e confio que em cada momento os [profissionais] tomam a decisão mais adequada aos doentes. Aqui, talvez, todos pudéssemos ter feito um pouco mais. (…) Se houvesse o apelo para que uma equipa se pudesse dirigir ao hospital são José, viesse do setor público ou privado, talvez pudesse ter sido feito. (…) Mas acredito, tenho a certeza, que os médicos seriam os primeiros, por aquilo que é o seu dever de consciência e juramento profissional a assegurar esses cuidados se entendessem que a intervenção fosse salvadora."


recentes casos nas urgências

nunca dirá que pessoas que estão 10 horas

“Não sei quanto tempo serei ministro, [mas] há uma coisa que eu farei sempre: falar a verdade às pessoas. E nunca me ouvirá dizer que as pessoas que estão 10 horas à espera nos hospitais estão em ótimas condições, a ser muito bem tratadas e a ser muito bem acarinhadas. O que aconteceu em Lisboa e Vale do Tejo, que aliás não está a acontecer noutras regiões do país, foi que nós não apreciámos convenientemente nas últimas décadas aquilo que foi a evolução social, demográfica e epidemiológica.”


cuja descida já foi anunciada

dadores de sangue e os bombeiros