O ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares defendeu esta quinta-feira que no parlamento devem falar os eleitos do povo, a propósito da reivindicação da Associação 25 de Abril de discursar na sessão solene comemorativa da Revolução dos Cravos.

«O 25 de Abril de abril foi feito para que no órgão de soberania Assembleia da República falassem os eleitos do povo, e é preciso ter sempre isso presente. Foi para isso que os militares em 1974 fizeram a revolução. Acho que as coisas devem ser separadas, essa é a minha opinião», afirmou Luís Marques Guedes, em resposta aos jornalistas, na conferência de imprensa sobre as conclusões do Conselho de Ministros.

O ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares referiu que não têm faltado nem faltarão oportunidades para ouvir os militares ligados ao 25 de Abril. Por sua vez, a ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, considerou que em Portugal «há espaço para todos» falarem e apresentarem as suas ideias.

«Naturalmente que todos nós estamos gratos aos capitães de Abril e a todos aqueles que fizeram o 25 de Abril. Penso que nós somos um país que preserva e que gosta realmente da liberdade e, assim sendo, todos temos espaço para falar e para apresentar as nossas ideias. Há espaço para todos, não pode deixar de ser assim numa democracia», declarou Paula Teixeira da Cruz.

A presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, divulgou na quarta-feira um comunicado anunciando que não tinha havido consenso entre os líderes parlamentares para que um representante da Associação 25 de Abril discursasse em plenário na sessão solene comemorativa dos 40 anos da Revolução dos Cravos.