O presidente do Conselho Nacional do CDS-PP, Pires de Lima, recusou esta terça-feira comentar uma eventual nomeação para o Governo, referindo que a única remodelação que o preocupou nos últimos dias foi a do parque das Pedras Salgadas.

Apesar da insistência dos jornalistas durante a inauguração do Pedras Salgadas Spa & Nature Park, em Vila Pouca de Aguiar, António Pires de Lima não quis comentar a política nacional, nem a remodelação do Governo para onde o seu nome chegou a ser apontado como ministro da Economia.

Ao seu lado, Miguel Poiares Maduro, ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional, mostrava-se satisfeito por, pela primeira vez nos últimos dias, não ser o centro da atenções dos jornalistas.

No entanto, Pires de Lima, presidente da comissão executiva da UNICER, fez um discurso em tom de despedida da equipa com que trabalha há sete anos e dos acionistas da empresa.

«Agora que conhecem um pouco melhor a história desta empresa, da sua gente, equipa e dos seus acionistas que lhe moldam o caráter todos os dias, digam-me senhoras e senhores, jornalistas, se esta não é uma empresa onde, se fossemos totalmente donos do nosso destino e pudéssemos pensar só em nós, uma empresa única onde nos apetecesse ficar a trabalhar até ao fim dos nossos dias», afirmou Pires de Lima, numa declaração recolhida pela Lusa.

O responsável referiu ainda que a única remodelação que o preocupou nos últimos dias foi a do parque termal de Pedras Salgadas, inaugurado esta terça-feira e onde a UNICER investiu 20 milhões de euros.

O investimento incluiu ainda a recuperação do antigo balneário termal, que foi transformado em SPA pela mão do arquiteto Siza Vieira, bem como a reconversão do edifício do antigo casino para a realização de eventos, congressos e festas privadas.

O ministro Poiares maduro salientou o facto deste investimento ter sido realizado «contra corrente» e «contra as dificuldades de financiamento e da economia». Referiu ainda o turismo será uma das prioridades do quadro de programação dos próximos fundos europeus.

«Para termos um Estado atrativo em termos de investimento é importante que certas políticas públicas sejam consensualizadas e estáveis, para que os agentes económicos saibam que o quadro onde vão funcionar não está em mutação».