O ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, assumiu que os resultados da auditoria ao Instituto de Ação Social das Forças Armadas (IASFA) são “evidentemente preocupantes”, já que revelaram uma dívida de 50 milhões de euros.

A auditoria dá resultados que são evidentemente preocupantes, mas é importante que se diga que isto não contenda em nada nem com os direitos, nem com aquilo que é o direito dos que beneficiam do apoio à doença dos militares, da ação social complementar”, referiu Azeredo Lopes.

O governante referiu que agora já se sabe “em que ponto” está o IASFA e, isso, vai implicar alterar regras contabilísticas, aplicar medidas corretivas e encontrar uma solução.

O que mais me preocupava, aliás, era a indefinição quanto à real situação financeira ou quanto ao estado em que aquela entidade se encontrava”, afirmou Azeredo Lopes.

Por esse motivo, o ministro explicou que pediu uma auditoria às contas para saber “o mais depressa possível” em que ponto estava o IASFA.

Encontrámos uma situação que no limite era caótica do ponto de vista da indefinição, quer de processo, quer de regras contabilísticas”, sustentou.

Mensalidades abusivas

A Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA) criticou esta segunda-feira os aumentos das mensalidades pagas pelos utentes dos centros sociais do Instituto de Ação Social das Forças Armadas e exigiu a demissão da direção.

Em comunicado, o presidente da AOFA criticou o "aumento desproporcionado" do valor das mensalidades em três centros sociais, Oeiras, Porto e Runa (Torres Vedras) decidido através de deliberação da direção do IASFA, publicada na página daquele instituto na internet.

Em comunicado, a Associação de Oficiais das Forças Armadas refere que as mensalidades já tinham sido aumentadas há dois anos e que, somando esse aumento ao agora previsto, a atualização será de 40%.

Quem recebe uma pensão de 700 euros não vai poder pagar uma cama de 800", assinalou, em declarações à Lusa, o porta-voz da AOFA, Tasso de Figueiredo.

Para a AOFA, aqueles aumentos constituem um "encapotado processo de `despejo´" dos residentes idosos, já que a "esmagadora maioria" dos utentes "vive de parcas pensões" e não os conseguirão suportar.