A ministra da Administração Interna disse, esta quarta-feira, que não se justifica alterar o nível de alerta de ameaça terrorista em Portugal, avançando que as autoridades mantêm o nível de vigilância e estão em permanente contacto com as congéneres europeias.

Neste momento as autoridades portuguesas continuam em permanente contacto com as suas congéneres europeias a seguir de forma permanente e contínua toda a situação e mantendo o nível de vigilância que temos tido nos últimos tempos e manteremos durante os próximos tempos", disse aos jornalistas Constança Urbano de Sousa.

As declarações da ministra foram feitas à margem da cerimónia de apresentação pública da missão que a GNR vai realizar, a partir de 01 de abril, na Grécia, no âmbito de uma operação da Agência Europeia de Gestão da Cooperação Operacional nas Fronteiras Externas dos Estados-Membros (Frontex).

Constança Urbano de Sousa adiantou que, neste momento, "não se justifica alterar o estado de alerta" em Portugal, que se encontra no nível moderado.

"Não podemos reagir a estes atentados, que são hediondos, por impulso. Temos que fazer uma avaliação e o Governo tem total confiança nas forças e serviços de segurança que estão no terreno e acompanham permanentemente esta situação", afirmou, destacando que o trabalho é "diário e contínuo".

A ministra disse também que a ameaça terrorista é "real e vai perdurar", não se conseguindo "acabar com ela de hoje para amanhã".

Por isso, sustentou que "exige um trabalho diário, persistente, contínuo em todas as frentes da luta contra o terrorismo", desde a prevenção, até à proteção, reação e perseguição criminal de todas aquelas pessoas que cometem estes crimes.

Constança Urbano de Sousa vai participar, na quinta-feira, em Bruxelas, juntamente com a ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, no Conselho Extraordinário de Justiça e Assuntos Internos (JAI), reunião que foi marcada após os atentados de terça-feira em Bruxelas. “Vamos discutir a situação da ameaça terrorista na Europa e reação da União Europeia a essa ameaça”, disse ainda a ministra da Administração Interna.

Os atentados de Bruxelas, que visaram o aeroporto da capital da Bélgica e uma estação de metro do centro da cidade, fizeram pelo menos 32 mortos e 270 feridos. Segundo a procuradoria belga, dois dos autores dos ataques são os irmãos Ibrahim e Khalil El-Bakraoui, nascidos em Bruxelas e de nacionalidade belga, havendo dois outros suspeitos por identificar, um dos quais está em fuga.