O PSD questionou esta segunda-feira o Ministério da Defesa sobre os equipamentos de proteção individual e formação fornecidos aos militares destacados para o combate aos incêndios, dizendo ter informações que muitos não terão nenhuma destas ferramentas.

Numa pergunta entregue na Assembleia da República, o PSD salienta que, entre outras iniciativas, o Governo anunciou a aquisição de EPI - Equipamentos de Proteção Individual (capacetes, fardas antifogo, botas adequadas entre outros), para os militares envolvidos nesta operação, bem como a respetiva formação específica para 1350 militares do Exército para que possam integrar o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF).

Importa esclarecer algumas dúvidas que foram surgindo ao longo das últimas semanas, pois várias informações que chegaram ao conhecimento do Grupo Parlamentar do PSD revelam que os EPI não chegaram a tempo aos militares que participaram no combate aos incêndios e que grande parte do efetivo que recebeu formação específica já não estará ao serviço do Exército”, refere a pergunta assinada pelos deputados Duarte Marques, Nuno Serra, Maurício Marques, Pedro Roque e Pedro Pimentel.

Os sociais-democratas questionam “quantos Equipamentos de Proteção Individual para incêndios estavam disponíveis para utilização dos militares do Exército nos incêndios florestais no início da fase Charlie” (que este ano arrancou a 22 de junho) e quantos, “entretanto, foram adquiridos e disponibilizados mais equipamentos”.

Qual o plano de formação específico dos militares destacados para os incêndios florestais? Dos militares do Exército que tiveram a formação referida na pergunta anterior, quantos estão efetivamente ainda integrados no Exército no início da fase ‘Charlie’?”, perguntam os deputados do PSD, que querem esclarecer se “há militares no teatro de operações dos incêndios sem formação específica ministrada pela Autoridade Nacional de Proteção Civil?”.

Na semana passada, o Jornal de Notícias noticiava que os mais de 1350 militares do Exército que estão a ser envolvidos nas ações contra os incêndios estão a operar sem quaisquer equipamentos de proteção, apesar da promessa do Ministério da Administração Interna que estes seriam fornecidos.