Miguel Relvas garante que cumpriu todas as regras para obter a licenciatura em Ciência Política e Relações Internacionais na Universidade Lusófona.
 
Após 105 ex-alunos terem perdido o seu grau académico, o ex-ministro defende não ter beneficiado de qualquer privilégio.
 

“O que pretendi foi acabar o curso que tinha iniciado. Estava numa fase da vida em que tinha tempo, pedi à universidade, não conhecia ninguém, não tive privilégio, apresentei o meu currículo e cumpri escrupulosamente.”

 
Em entrevista ao Expresso, o antigo ministro diz que nunca precisou da licenciatura para chegar onde chegou.
 

“Foi tudo feito com base nas regras de Bolonha. Nunca precisei da licenciatura para chegar onde tinha chegado.”

 
Relvas admite a “mágoa” por este processo, mas sublinha que até foi “útil” ao Governo, tendo servido de “guarda-chuva” para outras polémicas.
 
O ex-ministro admite ainda voltar à universidade, já que agora voltou a ter tempo para estudar, e acrescenta que não tem “vergonha” do que lhe aconteceu.
 

“O que me faria ter vergonha era se aparecesse um processo de corrupção com o meu nome. Sabe que sempre houve muitas histórias, até jornalistas no Brasil a investigar-me, e nunca apareceu nada. Porque não há nada.”