O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, afirmou, esta sexta-feira, no Algarve que o país não pode correr o risco de juntar à crise financeira que atravessa um problema de segurança.

«Nós não podemos correr o risco, e não corremos o risco, de juntar a fortes constrangimentos orçamentais e financeiros um problema de segurança», afirmou o governante, no discurso de encerramento das IV Jornadas de Segurança Pública, em Faro.

Segundo Miguel Macedo, o facto de Portugal ser reconhecido como um destino seguro é «absolutamente estratégico» para o país, que beneficiou, em termos turísticos, da instabilidade vivida em destinos concorrentes, como a Turquia ou a Tunísia.

«Foi praticamente instantânea essa transferência de fluxos turísticos», observou o ministro da Administração Interna, sublinhando que os turistas franceses se deslocaram para o Algarve em número «muito superior» ao habitual.

Miguel Macedo aproveitou ainda para apresentar alguns dados do setor do Turismo que indicam que entre janeiro e agosto de 2013 o Algarve registou um aumento de 3,5 por cento no número de hóspedes e de 3,7 por cento nas dormidas.

Comparativamente a 2012, registaram-se ainda, na região, proveitos na ordem dos 457 milhões de euros, o que representa um aumento de 4,5 por cento em relação ao período homólogo.

«Estes números sinalizam bem a importância da atividade turística e do contributo indispensável que as forças de segurança dão», concluiu Miguel Macedo, que não prestou declarações aos jornalistas no final da sessão.

As IV Jornadas de Segurança Pública decorreram na Escola Superior de Hotelaria e Gestão do Algarve da Universidade do Algarve sob o tema «A segurança como elemento qualificador do destino Algarve».