O Ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, espera que a manifestação das forças de segurança anunciada para quinta-feira decorra dentro da legalidade, mas escusa-se a antecipar cenários caso os polícias voltem a subir a escadaria da Assembleia da República.

«Não tenho nenhum problema com o exercício dos direitos dos cidadãos previstos na lei. Uma manifestação, quer seja manifestação dos elementos das forças de segurança ou outra qualquer, é o exercício de um direito de cidadania e deve ser respeitado como tal. Não é um problema de segurança em si mesmo», disse.

«Tenho a certeza de que amanhã os elementos que se vão manifestar saberão muito bem, naqueles circunstâncias, adequar-se àquilo que é o quadro da legalidade», acrescentou Miguel Macedo.

O ministro da Administração Interna, que falava aos jornalistas depois de presidir à inauguração do novo quartel da GNR em Palmela, escusou-se, no entanto, a esclarecer se está preparado algum dispositivo especial para fazer face a eventuais excessos durante a manifestação.

Miguel Macedo recusou também dizer se, no caso de haver incidentes, isso poderia ter como consequência a demissão do diretor nacional da PSP, a exemplo do que aconteceu na manifestação de 21 de novembro do ano passado, em que diversas forças de segurança se juntaram num protesto contra os cortes salariais.

«Não vou fazer nenhuma futurologia em relação a isso», disse Miguel Macedo, escusando-se a fazer mais comentários sobre o assunto.

O ministro da Administração Interna garantiu, no entanto, que as negociações com as estruturas sindicais e socioprofissionais das forças de seguranças não serão prejudicadas pela manifestação desta quinta-feira.

Os cortes nos vencimentos estão na origem da manifestação, que se vai realizar entre o Marquês de Pombal e a Assembleia da República, na quinta-feira, num protesto promovido pela Comissão Coordenadora Permanente (CCP) dos Sindicatos e Associações dos Profissionais das Forças e Serviços de Segurança, estrutura que congrega os sindicatos mais representativos da GNR, PSP, ASAE, SEF, Guarda Prisional e Polícia Marítima.

O secretário nacional da Comissão Coordenadora Permanente (CCP) dos Sindicatos e Associações dos Profissionais das Forças e Serviços de Segurança, estrutura que congrega os sindicatos mais representativos da GNR, PSP, ASAE, SEF, Guarda Prisional e Polícia Marítima, Paulo Rodrigues, prevê para quinta-feira uma adesão superior ao protesto de 21 de novembro de 2013 devido «à revolta e descontentamento» dos profissionais das forças de segurança.