Por: Redacção / MM | 6- 12- 2011 23: 6
O ministro da Administração Interna (MAI), Miguel Macedo, voltou a defender a actuação das forças de segurança durante
os protestos de 24 de Novembro. Miguel Macedo criticou a forma como foi feita a referência aos agentes à paisana utilizados
pelas forças de segurança durante a manifestação.
«Não aceito esse epíteto de "agentes provocadores". A polícia
tenta evitar riscos. (...) É um salto perigoso que não posso consentir que seja dado: confundir agentes à paisana com agentes
provocadores», disse o ministro, esta terça-feira à noite, no programa «Política Mesmo» da TVI24.
Miguel Macedo considerou que a utilização de
«agentes provocadores» é «completamente à margem da lei. Não pode acontecer e não vai acontecer».
Miguel Macedo recusa
a ideia de carga policial sobre os manifestantes e prefere esperar pela investigação interna da PSP à actuação da polícia.
«Não houve uma carga policial. As imagens demonstram que houve um derrube de barreiras no local da manifestação. As imagens
demonstram que, enquanto o protesto decorreu de forma ordeira e pacífica, não houve qualquer problema», sublinha, reiterando
que «não há liberdade sem segurança».
«Não esqueço a agressão bárbara produzida sobre um agente da PSP naquelas circunstâncias.
(...) Foi violentamente agredido. A cabeça dele foi várias vezes arremessada contra o chão e ficaram bem visíveis as marcas
da agressão», recordou.
Tomando este caso como exemplo do aumento da criminalidade contra elementos das forças de
segurança, o ministro da Administração Interna afiançou já ter falado com a ministra da Justiça para «agravar as penas aos
crimes que são cometidos sobre os agentes de segurança». «Do ponto de vista da opção política, essa opção está feita», garantiu,
sublinhando que «isto não tem nada a ver com esta última manifestação e com estes últimos acontecimentos».
Na mesma
entrevista, Miguel Macedo considerou que o aumento no «orçamento do MAI para o próximo ano repõe a verdade dos factos». «Desde
o mês de Agosto que andamos a tapar buracos. Já pagámos 90 milhões de euros à Segurança Social que estavam em atraso», explicou.
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