O secretário nacional do PS para a Organização, Miguel Laranjeiro, repudiou as «insinuações» ou tentativas de «manipulação» que visem denegrir o seu partido e o processo de eleições primárias para a escolha do candidato a primeiro-ministro.

Miguel Laranjeiro falava aos jornalistas, depois de os jornais «Correio da Manhã» e «Jornal de Notícias» terem noticiado que a base de dados da Associação Nacional de Farmácias (ANF) terá servido para o envio de emails a defender o voto no secretário-geral, António José Seguro, nas eleições primárias de 28 de setembro.

«O PS repudia de forma veemente qualquer tipo de insinuação ou manipulação que vise apenas e só denegrir o partido e este processo das primárias, que será transparente, claro e aberto. O que se passou foi uma iniciativa individual de uma militante, usando os seus meios próprios de comunicação com outras pessoas», alegou.

Depois, em resposta direta a uma acusação do líder da Federação da Área Urbana de Lisboa (FAUL) do PS, Marcos Perestrello, Miguel Laranjeiro rejeitou a existência «de interferências do poder económico no PS», designadamente no processo das eleições primárias.

«O PS é um partido progressista, que já iniciou muitas reformas antes de todos os outros, como a existência de eleições diretas para o cargo de secretário-geral. Agora, somos também os primeiros a iniciar o processo de eleições primárias para a escolha do candidato a primeiro-ministro», acentuou o membro da direção dos socialistas.

Interrogado se considera lícito o ato da militante socialista com ligações ao setor farmacêutico, Miguel Laranjeiro contrapôs que essa iniciativa «só responsabiliza e vincula a própria pessoa».

«Rejeitamos qualquer tipo de manipulação que tenha acontecido que vise denegrir e apoucar o PS e o processo das primárias. Considero que se tratou de uma atitude individual que só vincula a própria pessoa, mais nada», insistiu.

Questionado se foi boa ou má a atitude individual da militante socialista com ligações ao setor farmacêutico para promover a candidatura de António José Seguro, o secretário nacional do PS respondeu: «Não tenho que comentar atitudes individuais».

Mas «rejeitamos que uma atitude individual seja depois aproveitada. Se a senhora jornalista enviar emails para os seus amigos, o que quer que eu diga ? Não posso rejeitar que isso possa acontecer. O que rejeitamos é que isso seja interpretado como uma manipulação, uma tentativa de fraude ou até como uma interferência dos poderes económicos», acrescentou.