A presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, destacou este sábado o «caráter forte» de Miguel Galvão Teles, que morreu sexta-feira, a quem chamou de «conciliador».

«Miguel Galvão Teles era a suprema inteligência. Grande jurista, mas sobretudo grande homem, ele era dotado de um caráter forte por todos reconhecido e, por isso também, era um conciliador, uma ponte de uns para outros», afirmou Assunção Esteves, numa mensagem enviada à comunicação social.

Miguel Galvão Teles foi sócio fundador de uma sociedade de advogados, na qual coordenava o departamento do direito público e direito internacional, e membro do Tribunal Internacional Permanente de Arbitragem de Haia.

O advogado, que morreu sexta-feira, aos 75 anos, foi agraciado pelo Estado português com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, em 1996, e com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo, em 2004.

No Sporting, presidiu à assembleia-geral entre 1995 e 2006, durante as lideranças de Pedro Santana Lopes, José Roquette, Dias da Cunha e Filipe Soares Franco.

Galvão Teles foi ainda docente da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, encarregado de Direito Constitucional, até 1978, e foi membro da comissão de Reestruturação da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (1976 e 1977).

Foi também membro do Conselho de Estado, entre 1982 e 1986, durante a presidência de Ramalho Eanes, e presidente da Comissão Instaladora do Tribunal Arbitral do Desporto, tendo ainda recebido o prémio Stromp do Sporting, em 1996.