O deputado do PSD Miguel Frasquilho mostrou-se animado com os dados sobre a colocação de dívida portuguesa a cinco anos nos mercados e afirmou que um eventual segundo resgate «tem uma probabilidade extraordinariamente reduzida de acontecer».

«Pensamos que há um fator que, neste momento, tem uma probabilidade extraordinariamente reduzida de acontecer, pensamos mesmo que não vai acontecer: um segundo resgate. A forma de saída do programa será, portanto, positiva. Veremos, quando estivermos mais próximos, se será necessário um programa cautelar ou não», disse, no Parlamento.

O parlamentar social-democrata congratulou-se com a procura de nove mil milhões de euros e os juros mais baixos do que inicialmente previsto.

«Sabe-se que, na colocação de dívida desta manhã, a um prazo de cinco anos, a procura excedeu largamente a oferta - terá sido cerca de três vezes superior -, o juro andará na casa dos 4,6% e o diferencial para as taxas alemãs está a um nível bastante inferior ao que tínhamos quando houve o pedido de resgate, em 2011», salientou.

As condições anunciadas aos operadores não davam tamanho indicativo para quando Portugal pretendia arrecadar com a operação, mas indicavam uma taxa de juro de 340 pontos base acima da taxa base do mercado para a dívida a cinco anos.

«Esperamos que as notícias possam continuar a ser positivas nos próximos meses e que permitam a Portugal fechar da maneira que todos desejamos fechar o programa de ajustamento, que terminará em maio de 2014», desejou Frasquilho.