O presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, disse hoje ter dado indicações aos deputados do PSD/M na Assembleia da República para “não votarem contra” o Orçamento Retificativo.
 

“Não votar contra o Orçamento Retificativo, foi essa a indicação que dei aos deputados uma vez que este Orçamento Retificativo vem resolver uma situação que para nós é muito importante, que é a manutenção dos depósitos e assegurar os depósitos no Banif e os postos de trabalho”, afirmou o governante madeirense aos jornalistas antes da audiência para apresentação de cumprimentos de Natal ao presidente da Assembleia Legislativa da Madeira.


Miguel Albuquerque referiu que a posição dos parlamentares sociais-democratas madeirenses em São Bento “pode tanto ser abstenção, como o voto a favor”.

O líder regional apontou ainda que “a abstenção não tem implicações, uma vez que o orçamento vai ser retificativo”.

A Madeira tem três deputados do PSD eleitos pela Madeira na Assembleia da República.

Na segunda-feira, depois de se ter reunido com o primeiro-ministro, António Costa, Miguel Albuquerque considerou que a venda do Banif foi "a possível", já que salvaguarda os interesses dos clientes, e defendeu o reforço dos poderes de supervisão sobre o sistema financeiro.

A proposta de Orçamento Retificativo foi aprovada na segunda-feira em Conselho de Ministros e é discutida e votada na quarta-feira, em plenário, na Assembleia da República.

Na sua origem está a situação do Banif, tendo o Governo e o Banco de Portugal optado pela sua venda ao Banco Santander Totta, no âmbito da medida de resolução aplicada ao banco, cuja maioria do capital pertencia ao Estado português, de forma a impedir a sua liquidação.

No domingo à noite, em comunicado, o supervisor bancário divulgou a operação, explicando que a mesma foi tomada face às "imposições das instituições europeias", bem como devido à "inviabilização da venda voluntária do Banif".

A operação "envolve um apoio público estimado em 2.255 milhões de euros, que visam cobrir contingências futuras, dos quais 489 milhões de euros pelo Fundo de Resolução e 1.766 milhões diretamente do Estado", disse o banco central, garantindo que esta solução "é a que melhor protege a estabilidade do sistema financeiro português".