O novo líder do PSD/Madeira, Miguel Albuquerque, disse este sábado que a região não pretende ser um «fardo» para o país, mas uma «mais-valia» para Portugal.

«A Madeira não é, nem pretende ser um fardo para o país. É uma mais-valia para o país e deve ser um orgulho para todos os portugueses», declarou na abertura do XV Congresso Regional do PSD/M, que consagrar Miguel Albuquerque na liderança dos sociais-democratas madeirenses.

Miguel Albuquerque defendeu ser tempo de olhar para as relações entre a região e o Estado central de «uma forma moderna e inteligente», através do «estabelecimento permanente de pontes de diálogo entre as instituições autonómicas e as instituições do Estado».

«No futuro, terá na minha pessoa um interlocutor permanente», disse, ao dirigir-se a Pedro Passos Coelho, salientando ser «necessário assegurar, sem sectarismo, um novo entendimento a nível nacional».

O novo líder do PSD/M disse ainda que a sua responsabilidade prioritária «é preparar e mobilizar o partido para o próximo ciclo político e levar o PSD a uma vitória nas próximas eleições regionais».

Alertou que o partido vai entrar «num processo eleitoral, a oposição está nervosa, o que é bom sinal, já começou a atacar de forma desenfreada esta direção e esta liderança», realçou.

«A antecipação das eleições é, para nós, um desígnio democrático e estratégico, não podemos executar políticas para um novo ciclo sem o consentimento democrático dos cidadãos e estratégico porque não tinha sentido fazer coincidir as eleições nacionais com as regionais», disse.

Ao intervir no XV Congresso Regional do PSD, Miguel Albuquerque elogiou também Pedro Passos Coelho pela «pesada tarefa patriótica de salvar Portugal da bancarrota, fê-lo com grande coragem e sentido de Estado».

Entre as mudanças estatutárias anunciou que o partido vai propor, entre outras medidas, a limitação do mandato de presidente do Governo Regional para três mandatos.

Nas eleições internas de 29 de dezembro, Miguel Albuquerque foi eleito com 64,04 por cento de votos e o seu adversário, Manuel António Correia, ficou-se pelos 35,94 por cento.

Após 40 anos de liderança do PSD/M, Alberto João Jardim deixa hoje a presidência do partido e, na segunda-feira, apresenta a renúncia ao mandato de presidente do Governo Regional, cargo que exerceu durante 37 anos, sempre eleito com maiorias absolutas.

No congresso, que decorre sob o lema «Renovação», participam 900 delegados, 450 dos quais eleitos.