O presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, afirmou esta segunda-feira que pretende «reforçar os canais de entendimento» com a República, dissipando mal-entendidos, para reforçar a credibilidade do arquipélago no continente.

«Vamos manter e reforçar os canais de entendimento com o Governo da República na defesa firme e inteligente dos direitos dos madeirenses e porto-santenses», declarou, após a tomada de posse do novo executivo madeirense no salão nobre do parlamento regional repleto de convidados.

O novo governante insular acrescentou que este tipo de relacionamento visa «dissipar de uma vez por todas mal entendidos» com a República e «reforçar
a notoriedade positiva e a credibilidade» da Madeira em todo o país.

«Seremos imunes a pressões ilegítimas ou a interesses setoriais que desvirtuem o nosso dever perante a "res publica"».


Albuquerque insistiu na total disponibilidade do novo governo regional para «estabelecer pontes de diálogo», argumentando ser necessário ter «humildade de ouvir os outros». «Mas ninguém duvide da nossa determinação férrea de tomar as decisões necessárias ao bem comum», rematou.

O presidente do governo também salientou que não terá «receio em tentar estabelecer consensos com a oposição em matérias vitais e estruturais para o futuro da Madeira».

O governante realçou que, logo após a apresentação do programa do executivo, encetará a «concretização dos compromissos» assumidos com os madeirenses.

No seu discurso, Albuquerque cumprimentou Alberto João Jardim, declarando ser «inegável reconhecer o seu papel histórico na implantação da autonomia e desenvolvimento da região» e destacou que «a História fará justiça ao desempenho e à obra em prol dos madeirenses».

O novo governante insular concluiu recordando uma expressão usada por Alberto João Jardim quando tomou posse em 1978 [«A Madeira será o que os madeirenses fizerem»].
 

«Temos o poder de fazer da nossa Madeira o que quisermos, mas apenas se tivermos a coragem de construir todos os dias um novo começo».