Num almoço do programa da campanha eleitoral, que contou com a presença de militantes e simpatizantes do partido naquela ilha onde residem cerca de 5 mil habitantes, Miguel Albuquerque informou que o presidente da TAP respondeu a uma carta em que pediu explicações sobre a falta de ligações aéreas entre a ilha e o restante território nacional.

«Recebi ontem [sexta-feira] a carta do presidente da TAP, em que Fernando Pinto me assegura que a partir de 29 de março são restabelecidas as ligações Lisboa-Porto Santo e, no inverno, são asseguradas essas ligações», anunciou, assegurando que a sua equipa «vai continuar a trabalhar» para reforçar estas frequências aéreas.

Miguel Albuquerque, que assumiu ser uma pessoa «pragmática», argumentou que para fazer face aos «tempos difíceis e desafios» que se apresentam, é preciso «constituir um governo que consiga concretizar uma política de médio e longo prazo», sendo para tal necessário uma «maioria absoluta estável».

«Queremos ganhar com maioria, não para o autoritarismo, nem para prepotência, nem para o nepotismo, nem para colocar amigos nos lugares. Precisamos de uma maioria porque a Madeira exige um governo que tem grandes desafios pela frente e necessita de estabilidade», vincou.

O candidato social-democrata destacou que se for presidente do Governo Regional vai «colocar de forma pragmática todas as questões ligadas ao Porto Santo», destacando que existirá uma «ligação direta» do executivo com a ilha porque vai fazer parte da orgânica governativa.

Miguel Albuquerque declarou também que «acabaram as políticas em cima do joelho», mencionando ser necessário um plano a médio e longo prazo para alavancar a economia e o desenvolvimento daquela ilha, o que entre outros aspetos passa pela resolução do problema dos transportes e o aproveitamento de todas as potencialidades turísticas do Porto Santo

O candidato anunciou ainda que já «tem dinheiro» para avançar com o projeto de construção da nova escola básica e secundária da ilha, que no Orçamento Regional para 2016 vai introduzir a remuneração complementar de 30% para todos funcionários públicos e medidas de compensação fiscal para os restantes trabalhadores da ilha.

O cabeça de lista do PSD às eleições regionais ainda se comprometeu em ajudar a reintroduzir o coelho naquele território, sublinhando que «o Porto Santo é e vai continuar a ser uma terra de caçadores», considerando que esta é uma atividade «fundamental para a própria economia» da ilha.

Entre outras promessas, Miguel Albuquerque falou em medidas para o melhoramento do serviço de saúde, de apoio social, às pequenas e médias empresas, à agricultura, como a criação de campos agrícolas com apoio técnico e formação profissional para fomentar a produção, visando aumentar a exportação de produtos e a criação de emprego.

Às eleições legislativas antecipadas na Madeira que foram convocadas pelo Presidente da República para 29 de março e concorrem 11 forças políticas, sendo oito partidos (PSD, CDS, JPP, BE, PND, PCTP/MRPP, PNR e MAS) e três coligações (Mudança (PS/PTP/MPT/PAN), CDU (PCP/PEV) e a Plataforma de Cidadãos ‘Nós Conseguimos’ (PPM/PDA).