O cabeça de lista do PSD às eleições madeirenses, Miguel Albuquerque, assegurou esta terça-feira que pretende «explorar todas as hipóteses de financiamento» para construir um novo hospital na região, mas considerou ser «demagógico» esperar que seja edificado a curto prazo.

«Vamos explorar todas as hipóteses de financiamento», declarou o candidato social-democrata, admitindo que uma das possibilidades é conseguir uma conjugação de fundos da República, da União Europeia e da Madeira.

Miguel Albuquerque falava aos jornalistas após uma ação incluída na campanha eleitoral das eleições legislativas regionais antecipadas de 29 de março, depois de se reunir com os responsáveis do Instituto da Administração da Saúde e Assuntos Sociais da Madeira (IASAUDE).

O candidato reafirmou que a construção de uma nova unidade hospitalar é «uma prioridade», mas alertou: «É demagógico ou falso dizer que vamos construir essa nova unidade no próximo mandato”.

O também líder do PSD/Madeira reforçou que, «do ponto de vista do realismo político, a construção do novo hospital “não pode transformar-se num compromisso a curto prazo, designadamente nesta legislatura».

O objetivo, apontou, é «tentar obter um consenso a nível regional relativamente à construção, localização e financiamento, com a maioria das forças políticas, e, depois, tentar obter meios de financiamento» para concretizar o projeto. Uma das possibilidades é recorrer a apoios previstos no ‘Plano Juncker’.

Miguel Albuquerque salientou que se pretende também «evitar as chamadas parcerias público-privadas que acarretem iniquidades do ponto de vista dos contribuintes».

«Connosco não vamos ter a privatização da saúde. Vamos ter uma saúde pública regional num sistema equilibrado, com públicos, colaboração dos privados e das instituições de solidariedade social», destacou ainda o candidato.

Sobre os temas abordados na reunião no IASAUDE, o cabeça de lista aproveitou a ocasião para a anunciar que «as receitas eletrónicas para o setor público entram já em vigor a 01 de abril, o que vem diminuir custos e acelerar todos os processos médicos e de diagnóstico» na região.

Albuquerque também informou que, atualmente, o protocolo de pagamento com as farmácias «está a ser rigorosamente cumprido» - uma das suas intenções é, aliás, implementar um sistema informático na saúde compatível com os sistemas regional e nacional, por forma a existir uma articulação em rede que contribua para uma maior eficiência - e que está igualmente projetada a instalação de uma central de compras na área da saúde.

Em relação a críticas da oposição sobre ter recusado participar no debate de hoje na RTP/Madeira, apenas com as três principais forças políticas que concorrem a estas eleições, o candidato do PSD respondeu que o partido «cumpre aquilo que são as determinações da Comissão Nacional de Eleições».

E concluiu: «Não violamos a lei, porque a circunstância de se organizar um debate a poucos dias das eleições sem estarem presentes todas as forças concorrentes, do nosso ponto de vista, é ilegal e, do ponto de vista eleitoral, viola aquilo que são os princípios da equidade democrática».

O PSD lidera o arquipélago há quase 40 anos com maioria absoluta.