O primeiro-ministro inicia na segunda-feira uma visita de quatro dias ao Brasil, durante a qual participa numa receção promovida pelo recém-empossado presidente brasileiro, Michel Temer, antes da cerimónia de abertura dos Jogos Paralímpicos, no Rio de Janeiro.

Esta receção que o novo Presidente brasileiro oferece aos chefes de Estado e de Governo que vão estar presentes na cerimónia de abertura dos Jogos Paralímpicos acontecerá na quarta-feira, terceiro dia de presença de António Costa no Brasil.

Fonte do executivo disse à agência Lusa que António Costa já conhece pessoalmente Michel Temer, que inclusivamente, na anterior qualidade de vice-presidente do Brasil, visitou o seu gabinete no Intendente quando desempenhava as funções de presidente da Câmara Municipal de Lisboa.

Do ponto de vista diplomático, a linha do Governo português é "afastar-se em absoluto" das questões políticas internas brasileiras, que conduziram à destituição de Dilma Rousseff do cargo de Presidente do Brasil na passada quarta-feira.

De acordo com a mesma fonte, as prioridades do executivo português no plano político passam pela realização em breve das cimeiras luso-brasileira e da CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa), ambas previstas para Brasília, e pelo aprofundamento das relações económicas e culturais entre os dois países.

Um comunicado difundido na quinta-feira pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, um dia depois da posse de Temer como Presidente, salienta-se precisamente esta orientação diplomática, fazendo-se mesmo menção ao "cumprimento das disposições constitucionais brasileiras".

"No momento da tomada de posse do Presidente Michel Temer, no cumprimento das disposições constitucionais brasileiras, o Governo português vem reiterar a sua vontade de continuar a aprofundar as relações bilaterais de excelência que ligam Portugal e o Brasil, alicerçadas num elo único e fraterno entre os dois povos", refere o texto.

Na mesma nota, o Governo português refere a próxima cimeira bilateral, a realizar em data ainda a anunciar, que julga que poderá constituir "mais um marco" no relacionamento entre os dois países.

"A próxima cimeira bilateral a realizar proximamente em Brasília será mais um marco importante neste relacionamento tão especial, permitindo avançar nas relações bilaterais e trabalhar em conjunto, na esfera internacional, em prol da paz e do desenvolvimento e no reforço da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa" (CPLP), indica, segundo a Lusa.