O Bloco de Esquerda considerou hoje que o desfecho da subconcessão da Metro do Porto e da STCP demonstra que “não havia qualquer estabilidade neste processo”, que “ruiu por si próprio” ainda antes de operacionalizado.

“Sempre dissemos que este processo de concessão, que é uma privatização dos transportes, era mau para o erário público e para os utentes e que a garantia do serviço público ficaria em causa. Ora, até pelo que aconteceu se demonstra que não havia qualquer estabilidade neste processo e que de facto ele ruiu por si próprio, nem sequer chegou à fase de colocar em prática a subconcessão”


O  líder parlamentar bloquista, Pedro Filipe Soares, reagia à agência Lusa, depois de, na sexta-feira, o ministério da Economia ter confirmado que o consórcio espanhol TMB/Moventis não entregou a garantia bancária necessária para assumir a operação da rodoviária STCP.

Isso  faz cair a subconcessão por 10 anos daquela empresa e a da Metro do Porto e o concurso será relançado “a curto prazo”, preferencialmente ainda este mês.

Para o BE, o facto de o Governo “querer agora fazer a mata cavalos e em cima da meta um novo processo é não perceber o que correu mal e não retirar, sequer, conclusões devidas que deveriam levar a alguma ponderação”.

“É tentar, fruto de algum fanatismo ideológico, cumprir um processo de subconcessão cujo único objetivo é retirar das mãos do público para as mãos do privado”, o que é “inaceitável”: “Correu mal, não estiveram à altura, não souberam sequer escolher bem qual seria o vencedor do concurso e, por isso, aquilo que correu mal deveria ser enterrado e não agora ressuscitado”, sustentou Pedro Filipe Soares.