O PS atribuiu esta segunda-feira ao porta-voz do PSD a coresponsabilidade pela entrada da troika em Portugal, insistindo que o facto do país não ter regressado aos mercados é uma «derrota» do Governo.

«Foi um dos responsáveis pelo facto de uma maioria negativa ter chumbado o PEC IV em 2011 quando disse ou há já eleições para primeiro-ministro ou haverá eleições para presidente do PSD. Foi depois desse chumbo do PEC IV que houve a necessidade da troika. Ele é também coresponsável por essa situação», afirmou Miguel Laranjeiro, membro do secretariado nacional do PS, em declarações à Lusa.

Miguel Laranjeiro falava a propósito da resposta do porta-voz do PSD, Marco António Costa, ao secretário-geral do PS, António José Seguro, defendendo que hoje «um dia histórico», em que Portugal paga «5 mil milhões de euros» de dívida pública, e que 17 de maio de 2011 é que foi «um dia negro».

Antes, António José Seguro tinha classificado o dia de hoje como «negro» para Portugal, porque o país não tinha regressado aos mercados.

Retomando esta ideia, Miguel Laranjeiro insistiu que tinha sido anunciado «incessantemente» há mais de um ano que Portugal regressaria hoje aos mercados, mas isso acabou por não acontecer.

«O que aconteceu, fruto das políticas erradas deste governo, é que Portugal hoje não regressou aos mercados", sublinhou, classificando esse não regresso como "uma derrota deste governo e da estratégia do Governo presidido pelo PSD».

Miguel Laranjeiro defendeu ainda que o porta-voz do PSD «não tem credibilidade para colocar as questões que tem colocado em cima da mesa», lembrando que Marco António Costa ainda não deu explicações sobre as perguntas que lhe foram colocadas sobre «a aprovação dos swaps no metro do Porto, quando ele tinha responsabilidades na câmara de Gaia».

«Agora vem com esta questão, quando nós bem sabemos que foi o porta-voz do PSD que em 2011 disse ao então líder do PSD: ou há eleições para primeiro-ministro ou há eleições para líder do PSD», insistiu.

«A troika entrou em Portugal também pela mão do doutor Marco António Costa, que lhe abriu a porta com essa situação, quando o PSD chumbou o PEC IV em 2011», reforçou.

O membro do secretariado nacional do PS lamentou também que o porta-voz social-democrata continue «a fazer oposição à oposição», não respondendo às perguntas que interessam aos portugueses, como a posição do Governo sobre o IVA na restauração ou os cortes que só vão ser anunciados depois das autárquicas, escreve a Lusa.