Por: Redacção / HB | 8- 9- 2008 22: 55
Luís Filipe Menezes admitiu uma recandidatura à liderança do PSD. Esta possibilidade foi avançada pelo ex-líder social-democrata
esta segunda-feira à noite, em entrevista à SIC-Notícias, referindo que poderia concretizar-se num eventual congresso.
Menezes apontou que seria urgente que este se realizasse até ao primeiro trimestre de 2009.
Defendendo a necessidade
de regenerar o partido, que liderou até há pouco tempo, o presidente da Câmara de Gaia referiu que, neste momento, o PSD «não
dá horizontes» aos portugueses e que por isso se impõe um período de «reflexão».
Luís Felipe Menezes admitiu uma
candidatura, mas somente num «contexto de um presidente do PSD não ser [simultaneamente] candidato a primeiro-ministro», segundo
cita a agência Lusa. E referiu como «bons candidatos» ao cargo «Marcelo Rebelo de Sousa, Miguel Cadilhe ou Mira Amaral».
A
mudança a poucos meses das eleições não assusta Menezes, que lembrou o caso de Aníbal Cavaco Silva, eleito primeiro-ministro
«poucos meses depois de ter chegado à liderança do PSD».
«Acredito muito na regeneração do PSD», disse Filipe Menezes,
defendendo a necessidade «de uma grande transformação» e acusando a actual líder, Manuela Ferreira Leite, de estar a levar
o partido por um «caminho perigoso».
«Discurso derrotista e conformista»
Sobre a intervenção
de Manuela Ferreira Leite, domingo na Universidade de Verão do PSD, Menezes acusou a líder social-democrata de não apresentar
propostas concretas e de ter pintado um «quadro negríssimo» sobre a situação do país.
Para Menezes, os portugueses
estão perante «um Governo que não dá resultados e uma oposição que não dá horizontes».
«Estes cem dias foram
o pior período de sempre da governação do engenheiro [José] Sócrates e existia todas as condições para haver uma aproximação
nas sondagens», criticou, lembrando a diferença de sete pontos percentuais que separam PSD do PS.
«Parece que
temos medo que as propostas afugentem o eleitorado», acusou, sobre o discurso de Ferreira Leite.
O «discurso
derrotista e conformista» de Ferreira Leite, depois de três meses de silêncio, é visto pelo autarca e ex-líder do PSD como
uma «estratégia perigosa», já que se tratou «uma circunspecção levada até á forma de ausência total».
Sobre as
suas críticas ao partido, Menezes defendeu-se dizendo que o seu «objectivo não é desgastar a actual direcção [do PSD], mas
sim ser «uma voz que alerta para um caminho perigoso a médio e longo prazo».
Luís Filipe Menezes foi presidente
do PSD durante cerca de oito meses, tendo sido substituído por Manuel Ferreira Leite, eleita para o cargo em 31 de Maio deste
ano.
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