Por: Redacção / CP | 13- 4- 2011 13: 13
ACTUALIZADA ÀS 13h57
O autarca de Gaia e ex-líder do PSD Luís Filipe Menezes garantiu estar «de alma e
coração» com Pedro Passos Coelho e assegurou que o mesmo se passa com os restantes nomes de referência do partido.
«No
essencial - e utilizando o meu exemplo, eu estou de alma e coração com o líder do PSD - não precisamos de ter cargos para
apoiar, para estar disponível, para fazer campanha e para ter um discurso assumido de defesa daquilo em que acredito, que
é que Passos Coelho é uma boa opção para Portugal nesta altura», afirmou Menezes, à margem de um fórum sobre sustentabilidade,
em Gaia, citado pela Lusa.
Considerando «ridículo» falar em distanciamento por parte de alguns dos grandes nomes
do PSD face ao actual líder, Luís Filipe Menezes apontou o seu caso como exemplo.
«Até há quatro/cinco dias atrás,
eu não era nada importante. Não era referido para rigorosamente nada, nem para presidente da Assembleia da República, nem
para porteiro de São Bento. A partir do momento em que se soube que a minha opção seria levar o meu mandato até ao fim, passei
a ser uma grande figura que recusou um cargo», atacou.
O autarca comentava assim a recente revelação por si feita
em entrevista ao Porto Canal de que foi convidado por Pedro Passos Coelho para «outras funções», mas declinou por querer cumprir
o mandato na Câmara de Gaia até ao fim.
Relativamente a António Capucho, Menezes considerou que se «a doença foi
legítima para não continuar como presidente da câmara [de Cascais], também é legítima para não ter um alto cargo, ainda mais
desgastante, a nível de Estado».
Já quanto a Marques Mendes, o autarca recordou que «tem feito referências diárias
de apoio a Passos Coelho e ao PSD e de ataque ao primeiro-ministro», sendo «sabido que está numa actividade privada muito
envolvente».
No que diz respeito a Manuela Ferreira Leite, que terá recusado ser cabeça-de-lista do PSD por Lisboa,
Menezes disse «não conhecer» o que terá estado na base da decisão.
«Não se fez esta histeria quando o actual presidente
da Assembleia da República disse que não era candidato. Achou-se normal, é um exercício de liberdade natural, e nem por isso
deixará de apoiar Sócrates», concluiu.
A «histeria» em torno de Nobre
Menezes criticou também a «cena
de histeria» gerada em torno da «adesão» de Fernando Nobre ao projecto de Passos Coelho, considerando tratar-se de uma «opção
individual» de alguém com «grande militância e isenção».
O social-democrata recordou que o médico «apoiou Fernando
Nogueira, apoiou Durão Barroso, apoiou Mário Soares, apoiou Jorge Sampaio e apoiou Miguel Portas».
Neste sentido,
disse, «é alguém que, momento a momento, faz opções individuais de uma militância de isenção e independência muito grandes».
Lamentou
ainda que «quando [Nobre] apoia determinada esquerda está tudo bem, mas quando apoia o PSD parece que se tornou num herege
que tem que ser queimado na fogueira».
Bloco central não
O ex-líder do PSD manifestou-se contra
uma eventual coligação partidária pós-eleitoral, defendendo apenas «entendimentos para as grandes questões estruturais de
organização do Estado».
Menezes afirmou que «entendimentos pós-eleitorais para as grandes questões estruturais de
organização do Estado e as grandes opções que têm a ver com a contenção da situação orçamental terão que existir entre todos
os partidos do arco da governação».
Contudo, acrescentou, «união nacional, como aquela a que alguns apelam permanentemente
quando as coisas correm mal em Portugal, parece-me frágil e não me parece bem».
Para o autarca gaiense, o ideal seria
que, «no arco da governabilidade (PSD, PS e CDS) houvesse projectos claros, mas até contraditáveis, para a governação» após
as eleições.
«Não me parece nada saudável essa ideia de bloco central», disse.
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